quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

LOCALIZAÇÃO SERÁ MAIS VALORIZADA DO QUE METRAGEM



As pessoas vão preferir apartamentos menores e bem localizados àqueles longe do centro e com grande metragem. Essa é a avaliação de Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora, que usa – entre outras referências – uma pesquisa divulgada recentemente pela rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, sobre o trânsito de São Paulo para definir diretrizes para lançar novos empreendimentos.
Segundo a pesquisa, o paulistano vê o transito como o segundo maior problema da cidade, atrás apenas da saúde. A pesquisa relata que as pessoas gastam, em média, 2h49 se locomovendo dentro de São Paulo. “A mobilidade urbana já é uma das questões mais importantes para o paulistano, já que hoje as pessoas gastam 30% do seu tempo útil presas no engarrafamentos”, relata Frankel.
Ele acredita que as pessoas vão preferir morar perto do trabalho e da escola dos filhos, mesmo tendo umapartamento com metragem menor. “Isso afeta também o tema da sustentabilidade, que vem sendo pauta importante entre as famílias paulistanas. Ao morar perto do trabalhadores, por exemplo, usa-se menos o carro, o que – consequentemente – diminuiu a poluição”, acredita Frankel.

FONTE:  WWW.PORTALVGV.COM.BR

BRASIL FOI O 4º PAIS A RECEBER MAIS INVESTIMENTOS EM 2011


, Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo
O Brasil foi o quarto pais a receber o maior volume de investimentos no mundo em 2011, superando todos os países da zona do euro e levando a América Latina a ter a maior expansão porcentual em todo o mundo, acima mesmo da Ásia. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 24, pela Unctad, em Genebra, e destacam a expansão do consumo doméstico nacional e o tamanho do mercado como principais fatores que contribuíram para a atração de empresas de todo o mundo a investir no País.

Pelos cálculos da Unctad, o Brasil recebeu US$ 65,5 bilhões no ano passado. A expansão da entrada de recursos no Brasil entre 2010 e 2011 também esteve entre as doze maiores do mundo, com uma taxa de 35% e duas vezes superior à média mundial.

Segundo o levantamento, só a China (incluindo investimentos em Hong Kong e no continente), Estados Unidos e Reino Unido receberam mais projetos de investimentos que o Brasil em 2011. Se Hong Kong for calculado por um destino separado da China, o Brasil então ficaria na quinta posição como maior destino.

O maior recipiente de investimentos continua sendo a economia americana, com US$ 210 bilhões. Os Estados Unidos, porém, sofreram uma queda de 7,7% em relação a 2010 e estão sendo fortemente ameaçados pela China que, em 2012, poderá se transformar no maior destino de investimentos do mundo.

No total, a China recebeu US$ 202,4 bilhões em investimentos em 2011. US$ 124 bilhões foram à China continental, contra outros US$ 78,4 bilhões para Hong Kong. O Reino Unido vem na terceira posição, com US$ 77,1 bilhões recebidos em investimentos em 2011.

Em 2010, o Brasil já havia sido o quinto maior recipiente de investimentos, sempre contando os fluxos para China e Hong Kong de forma unificada. No ano passado, porém, a expansão foi a 12ª mais forte, o que permitiu ganhar mais uma posição no ranking.

Segundo os cálculos, o Brasil chegou a receber mais investimentos que tradicionais economias como França (US$ 40 bilhões), Alemanha (US$ 32 bilhões) e Itália (US$ 33 bilhões). Rússia e Índia também ficaram para trás.

Entre os emergentes, o Brasil recebeu um a cada dez dólares destinados a essas economias. A economia nacional também viu um fluxo de capital superior a todos os 54 países africanos juntos.

Quase um terço dos investimentos na América Latina ocorreu no Brasil, o que permitiu que a região fosse a que apresentou o maior crescimento porcentual no mundo, de 35% e superando até mesmo os asiáticos, com expansão de apenas 11%. Já Argentina e México sofreram uma contração.

CONSTRUTORAS: BALANÇO DEVEM MOSTRAR 2011 MAIS FRACO QUE 2010


Terra, Reuters

As principais construtoras e incorporadoras do País apresentarão em cerca de um mês seus balanços para o quarto trimestre e acumulado de 2011, ano marcado por certo desaquecimento do setor. Os dados operacionais preliminares já divulgados eliminam qualquer possibilidade de surpresa nos balanços, atestando que o último ano foi, de fato, mais fraco que 2010.

Se consideradas as seis companhias que representam o setor imobiliário no Ibovespa, as vendas contratadas e lançamentos em todo o ano passado cresceram 5,5% e 5,2%, respectivamente, ante 2010, considerável desaceleração em relação aos saltos de dois dígitos vistos há cerca de dois anos.

Vale lembrar que, apesar do crescimento, o último ano foi marcado por uma série de reduções nas metas traçadas pelas próprias empresas. Tais metas, entretanto, podem ter contado com uma dose excessiva de otimismo. Com os números do quarto trimestre - considerado o mais importante para o setor -, grande parte das companhias não chegou a alcançar o ponto-médio das estimativas, ficando perto do piso das projeções.

"Houve desaceleração da velocidade de vendas, mas o patamar ainda é saudável", diz o analista René Brandt, da Fator Corretora. "Ao longo do ano, a redução (de vendas e lançamentos) foi gradual e isso já era esperado pelo mercado."

De fato, com a proximidade do final do ano, muitas empresas sinalizaram ao mercado que poderiam não cumprir suas estimativas, como a MRV, que informou em novembro que ficaria abaixo do ponto-médio da meta de vendas em 2011, informação confirmada na noite de segunda-feira.

Outras como Gafisa, Cyrela Brazil Realty e Brookfield Incorporações optaram por reduzir as projeções iniciais. "As empresas vão começar a olhar mais para vendas do que para lançamentos, priorizando uma boa velocidade de vendas para resguardar o fluxo de caixa", afirma o analista Wesley Bernabé, do BB Investimentos, que assinala a redução do número de lançamentos como fundamental para a geração de caixa positiva.

Nesse sentido, os profissionais que acompanham o setor não prevêem grandes impactos nos resultados das empresas em decorrência da desaceleração vista no lado operacional, descartando qualquer possibilidade de números inesperados. "O quarto trimestre deve manter a tendência positiva vista no período anterior", apontou o Credit Suisse, em relatório, apostando na continuidade da melhoria de margens, maior reconhecimento de receita e menor consumo de caixa.

Também na aposta de balanços sem surpresas, o analista da Fator pondera que a receita das companhias crescerá de forma menos acentuada. Como o Credit Suisse, ele ressalta o efeito positivo de melhoria de margens apoiada em maior reconhecimento de receitas, provenientes de empreendimentos mais antigos.

Segundo ele, considerando as prévias divulgadas, PDG Realty, Rossi Residencial e MRV devem figurar entre os balanços mais "saudáveis", enquanto Gafisa, que foi penalizada durante 2011 por problemas com a integração da Tenda, deve precisar de um tempo maior para se recuperar. "Em linhas gerais, o quarto trimestre não vai ser muito diferente do terceiro porque o ciclo (do setor) é longo", afirma Bernabé, do BB Investimentos, que também considera a Gafisa como a única indefinição a ser observada com cautela pelo mercado.

Menos lançamentos em 2012
Na visão de analistas que acompanham o setor, este ano deve ser marcado por uma redução no ritmo de lançamentos, decorrente da desaceleração dos níveis de vendas no ano passado. O foco das empresas, enquanto isso, passará a ser a normalização das operações.

"Não faz sentido continuar com excesso de oferta no mercado", diz Bernabé, referindo-se ao menor patamar de velocidade de vendas em 2011. "A redução de lançamentos pode ser um teste para a demanda, para a velocidade de vendas se estabilizar".

Ainda no sentido de garantir maior atenção à rentabilidade, as empresas devem se preocupar ao longo deste ano em reduzir o nível de estoque de imóveis, segundo analistas. "O estoque aumentou muito e o foco deve ser em vendas", afirma o analista da Fator. "Para lançar mais é preciso esperar o aumento do poder de compra do consumidor, o que leva tempo... Enquanto isso, o crescimento será mais estável."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

IMOVEIS EM PORTO ALEGRE VALORIZAM 11%


Jornal do Comércio / RS. Painel Econômico - Danilo Ucha


A valorização média dos imóveis, em Porto Alegre, em 2011, foi de 11% e a tendência é de que o crescimento continue, em 2012, segundo informação de João Paulo Galvão, diretor-executivo da Lopes para a região Sul.
Perspectivas como esta é que colocaram o Brasil como o segundo melhor país para investimentos na área imobiliária. Galvão acredita que, em 2012, investidores de todo o mundo buscarão o País, onde o investimento no setor ainda é relativamente baixo. "O somatório total relacionado ao crédito imobiliário, no Brasil, chega a 4% do PIB, enquanto em outros países, como o Chile, é de 20%.
Nos Estados Unidos, é maior do que 70%", diz. Com o aumento da população e a estabilidade da economia e, principalmente, da renda, investir em imóveis no País se tornou um bom negócio. Os compradores, em Porto Alegre, é que terão que mexer mais no bolso. Segundo Galvão, quem deixou de comprar, em 2010, porque achou que estava caro, hoje já está pagando até 30% mais pelo mesmo imóvel.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

GAFISA CANCELA OBRAS DA TENDA


Braço popular da construtora de imóveis tem problemas em pelo menos um terço das construções em andamento.

Adquirida pela Gafisa no fim de 2008, a Tenda era a promessa de avanço rápido nos negócios da companhia, que resolveu se arriscar pela terceira vez na construção de imóveis para o segmento de baixa renda. Três anos depois, a empresa amarga os maus resultados do braço popular e vai desistir de obras em andamento para diminuir os prejuízos.

Hoje, um terço das obras da Tenda apresenta problemas para a execução dos projetos. Das 30 mil unidades em construção, 11 mil têm a situação complicada, seja por problemas com atrasos nas obras, processos burocráticos de registro e com a Caixa Econômica Federal ou na contratação de mão de obra.

Na tentativa de diminuir os problemas da empresa, o diretor executivo da Tenda, Rodrigo Osmo, afirmou que algumas obras em fase inicial estão sendo reavaliadas e serão canceladas. "Estamos em um momento de freio para arrumação. Empreendimentos com até 20% de andamento nas obras serão revistos", afirmou.

Apesar de inibir custos futuros nas obras, a iniciativa da companhia compromete parte importante dos negócios: a credibilidade dos consumidores. Como tentativa de proteger a imagem da empresa, Osmo afirmou que os compradores dos imóveis que eventualmente tenham a obra cancelada serão integralmente ressarcidos.

"Como a Tenda tem atuação ampla, também podemos sugerir outros empreendimentos similares", disse. O executivo disse não saber o montante a ser desembolsado com a operação, mas garantiu que 80% dos problemas serão resolvidos até o primeiro semestre de 2012.

O anúncio da Gafisa não foi recebido com surpresa pelo mercado. Desde o início do ano, a companhia já dava sinais de que gostaria de diminuir a participação da Tenda nos negócios.

"As margens da Tenda são muito apertadas e o volume de vendas não correspondeu às expectativas da Gafisa", diz Bruno Lembi, analista de mercado da M2 Investimentos. O volume de lançamentos da Tenda teve recuo de 53% até setembro, na comparação com o mesmo período de 2010.

Obras atrasadas

O dirigente da Tenda afirmou que o legado da empresa é herança da administração da companhia antes da aquisição por parte da Gafisa. Há obras com mais de dois anos de atraso. Osmo disse que o antigo formato de negócio da construtora prejudicou o ritmo de entregas.

Antes da tomada de rédea da Gafisa, todas as obras eram tocadas pelos chamados franqueados, empreiteiros pequenos que se uniam à Tenda. Por falta de escala e problemas estruturais, algumas dessas pequenas empresas acabaram falindo e a companhia herdou atrasos.

O presidente da Gafisa, Duilio Calciolari, exemplificou a precariedade da execução das obras sob comando das franqueadas com uma obra no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a empreiteira entregou os imóveis com torneiras instaladas em paredes onde sequer havia tubulação. Apesar da "tomada de controle" da Tenda, as obras de 8 mil unidades ainda estão sob cuidado de franqueados.

Além do possível cancelamento de obras, a Tenda afirmou que reavaliará sua carteira de clientes e, daqui para frente, somente vai lançar empreendimentos com pelo menos 50% de pré-venda e passíveis de repasse pela Caixa.

A prioridade para 2012 é reduzir o capital empregado na Tenda. "A empresa só voltará a crescer quando for possível fazê-lo de maneira rentável", disse Osmo, que prevê que a retomada pode ocorrer em 2013.

Enquanto a companhia puxa o freio de mão nos lançamentos e tenta arrumar a casa, não deixa de definir estratégias de longo prazo. Um dos planos é a mudança no material básico usado nas obras. A exemplo da construção civil mexicana, que substituiu quase integralmente a alvenaria tradicional por formas de alumínio, a Tenda fará uso do material em suas obras, afirmou Osmo".