quarta-feira, 18 de abril de 2012

Preço dos imóveis sobe acima da inflação 50 meses seguidos


Números do índice FipeZAP apontam uma valorização imobiliária impressionante - e bastante atípica - nos últimos anos.

Brookfield

Prédio em São Paulo: os preços dos imóveis subiram acima da inflação 50 meses seguidos
São Paulo – É impresionante o que aconteceu nas maioes cidades brasileiras nos últimos anos em termos de valorização imobiliária. De acordo com o índice FipeZAP, os preços dosimóveis superaram a alta da inflação em todos os últimos 50 meses em São Paulo. No Rio de Janeiro, onde a coleta de dados também começou a ser realizada em janeiro de 2008, a inflação só bateu a alta dos imóveis no primeiro mês e perdeu para o mercado imobiliário nos outros 49.
Já a pesquisa nacional com os dados de sete capitais brasileiras só começou a ser divulgada em setembro de 2010. Desde então, os preços dos imóveis superaram a inflação medida pelo IPCA por 19 meses seguidos. A conclusão mais direta desse movimento é que quem já possuía imóveis há alguns anos teve sua riqueza multplicada no período.
MêsInflação pelo IPCAVariação do preços dos imóveis no Brasil, segundo o índice FipeZapVariação em São PauloVariação no Rio
jan/080,54NDNDND
fev/080,49ND0,80%0,36%
mar/080,48ND1,36%0,64%
abr/080,55ND1,75%0,88%
mai/080,79ND1,66%0,91%
jun/080,74ND1,77%1,09%
jul/080,53ND1,69%0,88%
ago/080,28ND1,44%0,50%
set/080,26ND1,04%0,99%
out/080,45ND0,93%1,46%
nov/080,36ND1,38%1,89%
dez/080,28ND1,93%1,56%
jan/090,48ND1,50%1,23%
fev/090,55ND1,38%1,24%
mar/090,2ND1,14%1,10%
abr/090,48ND1,82%1,07%
mai/090,47ND1,84%1,10%
jun/090,36ND2,15%1,17%
jul/090,24ND1,96%1,66%
ago/090,15ND1,88%1,97%
set/090,24ND1,36%2,18%
out/090,28ND1,28%1,99%
nov/090,41ND1,56%2,54%
dez/090,37ND1,85%2,31%
jan/100,75ND1,69%2,14%
fev/100,78ND1,56%1,89%
mar/100,52ND1,62%2,27%
abr/100,57ND1,66%2,74%
mai/100,43ND1,37%2,74%
jun/100ND1,59%3,06%
jul/100,01ND2,01%3,17%
ago/100,04ND1,91%3,27%
set/100,452,09%1,93%3,08%
out/100,752,06%1,98%3,06%
nov/100,832,42%2,29%3,44%
dez/100,632,11%2,10%2,99%
jan/110,831,79%1,67%2,80%
fev/110,82,06%1,97%2,76%
mar/110,792,40%2,04%3,16%
abr/110,772,69%2,42%3,30%
mai/110,472,56%2,62%3,02%
jun/110,152,32%2,57%3,00%
jul/110,162,09%2,24%2,63%
ago/110,371,74%1,72%2,48%
set/110,531,86%1,96%2,46%
out/110,431,58%1,86%1,92%
nov/110,521,43%1,68%1,69%
dez/110,51,09%1,38%1,10%
jan/120,561,14%1,22%1,29%
fev/120,451,46%1,31%1,29%
mar/12ND1,40%1,29%1,42%
Os dados corroboram a teoria de que o Brasil passa por um momento de forte correção de preços no mercado imobiliário, o que, segundo especialistas, é considerado um movimento atípico e nunca duradouro. O mais famoso estudo sobre o assunto foi realizado pelo economista americano Robert Shiller, que coletou dados sobre os preços dos imóveis nos Estados Unidos durante mais de um século.
Sua conclusão: ainda que haja momentos de euforia e depressão em qualquer mercado imobiliário, no longo prazo os preços tendem a ser corrigidos de acordo com a inflação – nem mais nem menos do que isso.
Março
O índice FipeZap, divulgado nesta quarta-feira, também mostrou uma alta do preço dos imóveis de 1,4% em março. A valorização foi menor que a de fevereiro (1,5%), mas ainda deve se situar bem acima da inflação para o mês - ainda não divulgada pelo IBGE, o IPCA deve ficar abaixo de 0,5%, de acordo com as previsões de mercado. Apesar das altas recentes dos imóveis ainda serem representativas, a Fipe, responsável pelo cálculo do índice FipeZap, vê os preços em tendência de desaceleração nas principais capitais brasileiras.
As valorizações mais acentuadas no mês passado foram observadas em Belo Horizonte (2,6%) e Recife (2,1%). Já as menores variações ocorreram em Salvador (0%) e Fortaleza (0,6%). Em São Paulo e Rio de Janeiro, as altas foram de 1,3% e 1,4%, respectivamente.
O preço do metro quadrado mais caro do Brasil, por sua vez, pode ser encontrado no Distrito Federal, conforme a tabela abaixo:
LocalPreço do metro quadrado
Distrito FederalR$ 8.100
Rio de JaneiroR$ 7.796
São PauloR$ 6.295
RecifeR$ 5.122
Belo HorizonteR$ 4.735
FortalezaR$ 4.410
SalvadorR$ 3.688
FONTE: EXAME.COM

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Classe C já tem mais casas de veraneio que classe A


Pesquisa do Data Popular revela que 37% das casas de temporada pertencem a famílias com renda média de 2.374 reais

Casa de Praia

São Paulo - Depois de conquistar a casa própria, a nova classe média brasileira agora realiza o sonho de ter um imóvel de veraneio. Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, os brasileiros com renda média domiciliar de 2.374 reais já são donos da maior parcela das casas de praia e de campo no Brasil – 37,1% dos imóveis pertencem à classe C.
O levantamento mostra que a classe C possui 1,46 milhão de casas e apartamentos de temporada, mais que a classe A (1,25 milhão) e que a classe B (1,23 milhão). 
A economia aquecida tem impulsionado muitos brasileiros a comprar sua segunda casa, diz o instituto. Enquanto o número de casas e apartamentos de veraneio no Brasil cresceu 46% na última década, o total de residências no país avançou 24% no período.
O Brasil tem hoje quase 4 milhões de casas e apartamentos de veraneio. O número representa cerca de 7% do total de moradias do Brasil, que é de 57 milhões. Dez anos atrás, o Brasil tinha 2,7 milhões de imóveis de veraneio e um total de 45,8 milhões de residências.
Segundo a pesquisa, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo são as capitais com maior número de pessoas que possuem casas de veraneio.

Preços da construção civil variam 0,37% em março, diz FGV


O índice sofreu uma ligeira redução ante os 0,42% apresentados em fevereiro


NOTEM QUE EM PORTO ALEGRE CRESCEU BASTANTE!!!!!

Construção

São Paulo - O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou variação de 0,37% em março, uma ligeira redução ante os 0,42% apresentados em fevereiro. No acumulado do ano, o indicador variou 1,46%. Se considerados os últimos 12 meses, a taxa registrada é 7,85%.
O segmento relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,42%. No mês anterior, a taxa foi 0,4% e no período de um ano chegou a 4,09%.
No quesito mão de obra, o índice ficou em 0,32%, variação menor do que os 0,43% encontrados no segundo mês do ano. Nos últimos 12 meses a variação atingiu 11,85%. Nesse item, destaca-se o aumento de salário ocorrido em Salvador, em função da data-base, que chegou a 1,61%. Em Porto Alegre também houve reajuste previsto em acordo coletivo que elevou os salários em 1,47%.
Na análise por capitais, apenas três apresentaram desaceleração no INCC-M de um mês para o outro: Belo Horizonte (1,45% para 0,22%), Recife (0,27% para 0,2%) e Rio de Janeiro (0,58% para 0,23%). Em contrapartida, houve aceleração em Salvador (0,45% para 0,92%), Brasília (0,15% para 0,31%) e Porto Alegre (039% para 0,99%). Já São Paulo repetiu a taxa de variação do mês anterior de 0,2%.
FONTE: AGENCIA BRASIL

Vendas da Gafisa caem pela metade no 1º tri, a R$408 mi


A construtora está implementando a nova estratégia para recuperar as operações prejudicadas principalmente pela Tenda

São Paulo - A Gafisa fechou o primeiro trimestre com vendas contratadas de 408,2 milhões de reais, metade do volume vendido um ano antes, em meio à implementação da nova estratégia da empresa para recuperar as operações prejudicadas principalmente pela Tenda, que não contou com lançamentos no período.
Do total vendido, o segmento Gafisa respondeu pela maior parcela, 317 milhões de reais, seguido por Alphaville, com 182 milhões, sendo que 55 por cento das vendas foram referentes a lançamentos e o restante, a estoques.
Os lançamentos, enquanto isso, somaram 463,7 milhões de reais de janeiro a março, queda de 10 por cento na comparação anual, conforme já havia sido informado pela companhia. O número representa 15 por cento do ponto médio da estimativa para 2012, de 2,7 bilhões a 3,3 bilhões de reais.
No período, a construtora e incorporadora não lançou empreendimentos no segmento Tenda -unidade voltada ao segmento econômico que, desde que foi adquirida pela Gafisa, vem prejudicando os resultados. Dos lançamentos previstos para o ano, Tenda deve responder por no máximo 10 por cento do ponto médio.
De acordo com a nova estratégia, a companhia começou a reduzir o foco geográfico, priorizando mercados em que tem maior controle das operações. No trimestre, os lançamentos do segmento Gafisa ficaram totalmente concentrados em São Paulo.
Com o menor volume de lançamentos, a empresa viu o nível de velocidade de vendas -medido pela relação de venda sobre oferta- cair em mais da metade ante o primeiro trimestre de 2011, para 10,4 por cento.
Se excluída a marca Tenda, a velocidade de vendas no trimestre passado foi de 16,1 por cento, contra 21,6 por cento na relação anual.
Nos três primeiros meses do ano, foram entregues 6.165 unidades, praticamente o dobro das entregas realizadas um ano antes. A meta de entregas para 2012 é de 22 mil a 26 mil unidades, sendo metade do volume equivalente à Tenda.

FONTE: REUTERS