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quarta-feira, 20 de junho de 2012

O VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE CONSTRUIR


O que você precisa saber antes de construir

Sair do aluguel e construir a casa própria é o sonho de muitas pessoas. O mercado oferece inúmeros tipos de imóveis prontos e na planta e, claro, a opção de você construir sua própria casa. Construir geralmente fica mais barato, você faz tudo do seu gosto, não precisa pagar comissão para as construtoras e imobiliárias, mas é exatamente aí que mora o perigo. Juntar dinheiro, contratar arquitetos, pesquisar terrenos, comprar materiais de construção, acompanhar a obra são alguns dos desafios.

Para não correr riscos desnecessários, o planejamento é sempre a melhor solução. Anote tudo, tenha tabelas e calcule cada gasto que terá, desde a contratação de profissionais até detalhes simples do acabamento, como as lâmpadas. Dessa forma, certamente a construção e finalização da obra sairão mais baratas do que se você fosse comprar um imóvel pronto.
 
A superintendente de incorporação da ACS, Jeane Machado, dá outra boa dica: “É preciso analisar para não fazer um imóvel fora do padrão da vizinhança. Tome cuidado para não exagerar e estourar o orçamento, pois casas têm menos liquidez do que apartamentos. Se você faz muito diferente das demais ou opta por um projeto muito específico, tem mais dificuldade no momento da venda”.
 
Além disso, é preciso ficar atento ao quesito mão de obra. Hoje em dia os custos com os profissionais do setor estão altos. “A mão de obra é cara, pois tem poucos profissionais preparados e de confiança. Os bons já estão lotados de serviço. É preciso contratar um profissional experiente e confiável para coordenar a obra, além de ficar de olho diariamente no que os profissionais contratados estão fazendo”, finaliza Jeane.

FONTE: WWW.TERRAIMOVEIS.COM.BR

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caixa quer chegar a R$ 100 bi em crédito imobiliário

Até maio, o total de empréstimo habitacional concedido pela Caixa soma de R$ 36,6 bilhões


Brasília - A meta da Caixa Econômica Federal é atingir um volume de R$ 96 bilhões, podendo chegar a R$ 100 bilhões, em crédito para imóveis este ano. A informação foi prestada na terça-feira pelo vice-presidente de governo e habitação da Caixa, José Urbano Duarte, acrescentando que, no ano passado, a quantia repassada foi de R$ 80,1 bilhões.

Duarte comentou que, até maio, o total de empréstimo habitacional concedido pela Caixa soma de R$ 36,6 bilhões, ante R$ 25,06 bilhões nos primeiros cinco meses de 2011. "O segundo semestre é mais intenso em negócio imobiliário", explicou.
O vice-presidente disse que maio foi um dos melhores meses de captação de poupança não só da Caixa, mas de todo o sistema financeiro. Por conta desses dados positivos, Duarte enfatizou que a Caixa tem condições de continuar a trabalhar até 2013 sem alterações de composição de funding.
Duarte evitou falar sobre a necessidade de capitalização da Caixa. "Ainda não é hora de pedir capitalização ao Tesouro. Na hora em que for a hora, a Caixa vai lá bater à porta." Sobre a informação do Ministério da Fazenda, de que a linha de crédito para o setor de material de construção civil ainda não deslanchou, o executivo disse que a instituição levará sugestões ao conselho curador do FGTS, que é quem trata do tema.

FONTE: EXAME.COM

CAIXA AUMENTA PRAZO DE FINANCIAMENTO PARA 35 ANOS

O banco estatal elevou, de 30 para 35 anos, o prazo máximo dos empréstimos para compra da casa própria lastreados em recursos da caderneta de poupança.


Brasília - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira novas condições para financiamento imobiliário, alargando prazos e diminuindo taxas, em meio aos esforços do governo para reduzir os juros bancários e estimular a cambaleante economia.
O banco estatal elevou, de 30 para 35 anos, o prazo máximo dos empréstimos para compra da casa própria lastreados em recursos da caderneta de poupança e alienação fiduciária.
Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caem de 9 para 8,85 por cento ao ano (mais TR) para todos os clientes. A taxa pode chegar a 7,8 por cento em função do grau de relacionamento com o banco.
Fora do SFH, a taxa cai de 10 para 9,9 por cento (mais TR) para todos os clientes, podendo chegar a 8,9 por cento (mais TR) em determinadas condições.
As medidas anunciadas pelo vice-presidente de governo e habitação da Caixa, José Urbano Duarte, valem a partir da próxima segunda-feira (11), mas não englobam imóveis financiados dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal.
FONTE: WWW.EXAME.COM

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

INNC-M ACELERA PARA 0,20% EM OUTUBRO

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou aumento na inflação da construção civil  em outubro. O índice registrou taxa de variação de 0,20%, resultado superior ao do mês anterior, de 0,14%.

No ano, o índice acumula altas de 6,68% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,70%. O índice representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

Os preços de mão de obra também apresentaram aumento mais forte de preços, e tiveram alta de 0,16% em outubro, após subirem 0,01% em setembro. Já o índice relativo aos preços de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,25%, resultado inferior ao anterior, que havia sido de 0,27%.

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preço na construção civil foram apuradas em ajudante especializado (0,24%); elevador (0,59%); e refeição pronta no local de trabalho (1,09%).

Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos (-2,06%); aluguel de máquinas e equipamentos (-0,07%); e ferragens para esquadrias (-0,12%). Ainda segundo o índice, quatro capitais Brasília (de 0,10 para 0,14), Belo Horizonte (de 0,25 para 0,86), Rio de Janeiro (de 0,04 para 0,08) e Porto Alegre (de 0,10 para 0,15) tiveram aceleração. Porém, Salvador (de 0,15 para 0,10), Recife (de 0,31 para 0,14) e São Paulo (de 0,13 para 0,12) tiveram desaceleração.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CONSTRUÇÃO CIVIL MANTEM IMPULSO E PUXA ECONOMIA


Jornal do Comércio / RS
O governo do Estado fez bem em colocar, via Banrisul, à disposição dos professores linha especial de financiamento para a aquisição de moradias. O déficit habitacional continua alto, as classes de baixa renda estão fora do mercado, como aquelas que recebem entre zero e três salários-mínimos, e a ânsia pela tradicional casa própria continua.
No mês de setembro as vendas internas de materiais de construção apresentaram expansão de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat). Na comparação com agosto, porém, o faturamento do setor apresenta declínio de 0,5%. No acumulado do ano até setembro as vendas aumentaram 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 12 meses foi apurada expansão de 2,7%. Já o número de empregados na indústria de materiais de construção cresceu 6,1% frente igual período do ano anterior e 0,9% na comparação com agosto.

Que a construção civil é um dos maiores mercados de mão de obra e uma forte expansionista da economia, com vários efeitos multiplicadores, ninguém tem dúvidas. No entanto, apesar disso, desde que foi extinto o Banco Nacional da Habitação (BNH), criado no regime militar, sempre tão criticado, mas cujas ações administrativas até hoje mostram a sua eficiência, nenhum plano oficial havia substituído o então ótimo mecanismo. Agora, o Minha Casa, Minha Vida preencheu lacunas, mas deve se focar mais nas famílias com até três salários-mínimos de renda. Por isso não surpreende quando a indústria de materiais de construção ainda segue otimista, de acordo com pesquisa mensal realizada pela Abramat. Afinal, quem casa quer casa e longe de casa, diz o antigo adágio popular desde muitas décadas.

Ao mesmo tempo, entre os empresários consultados a intenção de investimentos para ampliar a capacidade de produção nos próximos meses avançou. O índice de otimismo com relação às ações do governo voltadas para o setor da construção civil também atingiu patamares elevados: 70%, um nível alto para os últimos 12 meses. Os programas habitacionais em andamento e o crescimento do crédito imobiliário são algumas das influências responsáveis pelos bons indicadores. As indústrias estão ampliando sua capacidade no mesmo ritmo da demanda. Ora, isso é não apenas uma boa notícia como muito importante para a retomada do emprego e da renda no País. Porém, é fundamental que os municípios, principalmente os interioranos, façam projetos para vilas populares, doando áreas onde possam ser construídos conjuntos com água encanada, luz, arruamento, praça e espaço ou construções para escolas e centro esportivo. É assim que se complementará a grande e básica reforma da educação. Além disso, colocar essas vilas populares com transporte coletivo ligando a outros centros ou à cidade mais próxima, eis que, todos sabem, grandes áreas disponíveis geralmente estão bem longe das zonas densamente povoadas, como acontece, por exemplo, com Porto Alegre. As prefeituras do Interior devem se capacitar da sua importância, a fim de evitar o êxodo para as grandes cidades e estas, por sua vez, se verem impotentes para resolverem o problema de habitação popular. Enfim, a construção civil é um dos motores da economia.

Consórcios crescem 30,8% no Brasil em 2010



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Diário do Grande ABC / SP, AE


O volume de negócios gerado pelo sistema de consórcios no Brasil cresceu 30,8% em 2010, na comparação com o ano anterior, para R$ 63,2 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). No mesmo intervalo, as vendas de novas cotas de consórcios aumentaram 8,2%, atingindo o recorde de 2,12 milhões de unidades. O resultado considera os segmentos de veículos automotores em geral (pesados, leves e motos), imóveis, eletroeletrônicos e serviços.

Em dezembro, o número de participantes ativos no sistema somou 4,06 milhões de pessoas, o que indica uma expansão de 6,8% em relação a dezembro de 2009. Em todo o ano de 2010, as contemplações aumentaram 4,4%, para 980,6 mil, também um nível recorde.

Em nota, a Abac informou que, no ano passado, os ativos administrados do Sistema de Consórcios foram estimados em R$ 89 bilhões, um expansão de 14,1% ante o ano anterior. "Quando projetávamos para 2010 um crescimento entre 6% e 8% nas novas vendas, fomos, além de conservadores, mais cuidadosos em relação ao volume de negócios. A expectativa era, no mínimo, superar 2009 com os mesmos percentuais", lembra Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac. Segundo o executivo, a estabilidade econômica, a maior presença das classes C e D na economia e a segurança no emprego impulsionaram o valor do tíquete médio de vários setores.


Imóveis

A venda de novas cotas de consórcios de imóveis registrou alta de 8,8% em 2010, somando 205,6 mil unidades, conforme pesquisa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). O valor médio das cotas para a compra de um imóvel no mês de dezembro subiu 21,8%, para R$ 104,3 mil, ante R$ 85,6 mil de um ano antes. Já o tíquete médio anual - que pondera o valor médio da cota durante o ano - cresceu 14%, passando de R$ 83,255 mil para R$ 94,942 mil.

Em dezembro, o segmento registrava 580 mil participantes, indicando acréscimo de 8,3% em relação a um ano antes. No ano, 67,8 mil pessoas foram contempladas neste segmento, mostrando crescimento de 5,4% ante igual período do ano anterior. Entre março e dezembro deste ano, 3.192 participantes utilizaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar parcelas de consórcios de imóveis, somando R$ 54,7 milhões.

TERMO GARANTE REEEMBOLSO EM CASO DE ATRASO DE OBRAS


Repórter Diário / SP
A partir de 26 de novembro, os contratos de compra de imóveis novos terão a garantia de reembolso de parte do valor pago em caso de atraso de entrega. De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo Ministério Público e pelo Sindicato da Habitação do Estado (Secovi- SP), as construtoras que atrasarem em mais de seis meses terão de pagar multa mínima de 2% sobre o valor pago e 0,5% para cada mês de espera.

Segundo o presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (AcigABC), Milton Bigucci, o termo se configura como algo positivo, pois faz com que as construtoras atendam os prazos dos contratos. No entanto, a vigência do termo se torna preocupante, uma vez que, a entrega da obra não depende apenas das construtoras.

"A obra depende de documentos como o Habite-se e outros que são emitidos pelos órgãos públicos. É necessário uma agilidade maior na concessão desses documentos", explica. Bigucci lembra ainda que existe os seis meses de tolerância no atraso garantido por lei. Se a entrega do apartamento ou casa está prevista para fevereiro de 2013, ainda se tem mais seis meses para depois ser considerado atraso.

O TAC determina que o pagamento da multa seja realizado em um prazo máximo de 90 dias após a entrega das chaves ou assinatura da escritura definitiva. As empresas também deverão avisar o proprietário sobre problemas no andamento das obras com quatro meses de antecedência.

(Colaborou Carolina Neves)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Brasil receberá investimentos de R$ 1,48 trilhão em obras até 2016


Revista Grandes Construções, Canal Executivo
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Os principais investimentos em infraestrutura no Brasil até 2016 foi o tema da pesquisa divulgada oficialmente pela Sobratema-Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, durante o II Sobratema Fórum - Brasil Infraestrutura - Cidades, evento que aconteceu na terça-feira (18), no auditório da Fecomercio, em São Paulo.

Na apresentação oficial da pesquisa, de autoria da Criactive Exit8, o eng. Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema, explicou que a primeira fase do estudo de 2010 envolveu 9.550 obras de 11 setores. Já a nova pesquisa são 12.265 obras divididas em 10 setores - que incluem Copa e Olimpíadas, num setor único - com investimentos de R$ 1,48 trilhão.

O palestrante destacou que, no ano passado, o BNDES lançou o Programa ProCopa Turismo que foi orçado em R$ 1 bi. Com o novo programa, o banco desesembolsou em 2010 só para o setor hoteleiro R$ 185 mi. Há uma tendência de crescimento de investimentos de valores superiores de R$ 7 bi até 2014 em toda a área turística. Na pesquisa foi identificado um volume de 81 obras no segmento de hotel&resort no valor de R$ 51 bi até 2016. A região Nordeste representa 76% dos investimentos previstos e a Sudeste, em segundo plano, com 23%.
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De acordo com relatório apresentado em janeiro deste ano pelo Ministério dos Transportes, a Copa de 2014 envolverá 94 projetos de infraestrutura, somando R$ 23,8 bi de investimentos. A pesquisa da Criactive Exit8 demonstra que só em estádios e arenas serão necessários R$ 14 bi.

O desempenho da contrução civil está muito atrelado ao crescimento do País. O setor de infraestrutura é bastante dependente dos investimentos públicos. Segundo o relatório do World Competitividade Global (2011-2012), o Brasil ocupa o 104º lugar no ranking da infraestutura dentre 142 países. "O Brasil investiu 2,1% do PIB em infraestrutura (2006-2009), sendo que os desafios são grandes, desde mão de obra, investimentos, tributação, entre outros", destacou Marques.

A região Sudeste demanda os maiores volumes financeiros, com ênfase para São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que Bahia, Pernambuco e Ceará também vêm se destacando em obras. Já a região Norte é importante pela produção de projetos responsáveis pela geração de energia elétrica.

No setor de combustível, a Petrobras anunciou investimentos de cerca de US$ 224 bi até 2015. Para exploração e produção serão investidos US$ 117,7 bi. No setor de gás serão US$ 9 bi. Para atender essa demanda será necessário a ampliação da capacidade produtiva brasileira. As obras em segmentos de combustíveis representam 46% do total dos investimentos.

Conforme revelou Marques, um dos grandes desafios do país está no setor de saneamento. "Para cada 1 real investido em esgoto e saneamento, economiza-se 5 reais em saúde e são gerados 42 mil empregos diretos e indiretos", frisou. Somente 55,4% dos domicílios brasileiros têm acesso ao sistema de esgoto, 11,6% usam fossa séptica para coleta e 32,9% das residências empregam soluções inapropriadas.

Até 2022 serão necessários recursos da R$ 206 bi para universalizar o sistema de escoamento e tratamento de esgoto. Do total de 12.265 obras, 7.390 (60%) são voltadas para a área de saneamento, consideradas de menor porte o que justifica o grande volume de empregos.

O trem de alta velocidade (TAV) é a grande obra na área de transporte que deverá consumir valores da ordem de R$ 34,6 bi para percorrer 520km de extensão. Os investimentos do PAC previstos para o setor são de R$ 16,8 bi, sendo R$ 12,6 bi para obras rodoviárias. No total, o PAC prevê investir R$ 42,5 bi em obras de infraestrutura.

O programa "Minha Casa MInha Vida", em sua segunda versão, prevê recursos da R$ 125,7 bi (R$ 72,6 bi em subsísdios e R$ 53,1 bi em financiamento). Este ano, o setor industrial deverá apresentar crescimento em torno de 2%. Em 2010 foi de 10,5%. Segundo a Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, os investimentos em máquinas e equipamentos, instalações, inovação, gestão e pesquisa e desenvolvimento devem atingir R$ 167,1 bi, em 2011.

No ano passado, o setor de shopping center faturou R$ 87 bi, com previsão de crescimento para este ano de 12%. Atualmente são 420 shoppings e mais 43 novos empreendimentos serão construídos até 2012.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

INFLAÇÃO REGISTRA NOVA ALTA NA PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO E FICA EM 0,74%



UOL, 
A variação de preços medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) registrou novamente inflação mais intensa, 0,74% na primeira semana de setembro. O percentual é 0,34 ponto percentual superior do que o registrado na última semana, encerrada no dia 31 de agosto, de 0,40%.

O índice, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e divulgado nesta quinta-feira (8), aponta que, dentre os sete grupos analisados, cinco apresentaram aumento em suas taxas de variação e apenas dois decréscimo.

O principal responsável pelo resultado geral do IPC-S foi a variação dos preços dos produtos e serviços que constituem o grupo Alimentação. No caso, a variação passou de 0,80% para 1,76%.

As principais contribuições foram dos itens: frutas (7,47% para 13,77%) e hortaliças e legumes (-4,15% para -1,49%).

Outros grupos
Também contribuíram para o aumtno de preços as variações dos grupos: Vestuário (-0,33% para 0,70%), Transportes (de 0,11% para 0,16%), Habitação (0,38% para 0,39%) e Educação, Leitura e Recreação (0,19% para 0,25%). Para estas classes de despesa vale mencionar o comportamento dos itens roupas (-0,33% para 0,88%), seguro facultativo para veículos (-1,05% para -0,19%), profissional para reparos de residência (0,40% para 0,57%) e passagem aérea (-0,94% para 2,30%), respectivamente.

Em compensação, Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,42%) e Despesas Diversas (-0,04% para -0,10%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. As principais influências para estes movimentos partiram dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,57% para 0,23%) e alimento para animais domésticos (-2,02% para -2,92%), nesta ordem.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

RETORNO DE IMOVEL COMERCIAL É DE 5% NO TRIMESTRE


Retorno de imóvel comercial é de 5% no trimestre.

A taxa de retorno de investimentos em imóveis comerciais no Brasil no primeiro trimestre foi de 5% em relação ao último trimestre do ano passado, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em fevereiro, quando o indicador foi lançado, a FGV informou a série histórica dos últimos dez anos do índice e, hoje, apresenta o seu primeiro levantamento trimestral.
Para o cálculo do indicador, os pesquisadores reuniram despesas operacionais, receitas totais, investimentos e vendas de imóveis, fornecidos por um grupo de empresas dos setores financeiro e imobiliário e de fundos de pensão, que são parceiros. O universo da pesquisa foi de 212 imóveis, entre escritórios comerciais, shopping centers, estabelecimentos comerciais, hotéis, imóveis industriais e de logística distribuídos em todo o País. A maior concentração desses imóveis, porém, está em São Paulo (37% do total) e no Rio de Janeiro (26%).
A partir desses dados foi mensurada a taxa de retorno do capital investido, que no primeiro trimestre ficou em 3,2%, e a taxa de retorno de renda (receita com aluguel, por exemplo), que aumentou 1,8%. Com a combinação desses dois resultados se obtém o IGMI-C de 5%.
Nesta edição, o universo da pesquisa foi ampliado, uma vez que no lançamento, o índice contava com 190 imóveis. Por isso, as informações do quarto trimestre foram atualizadas. “A ampliação da amostra não gerou mudanças no índice, apenas uma atualização dos números do trimestre anterior na série histórica, mas o objetivo é não promover mais revisões”, explica Paulo Picchetti, pesquisador responsável pelo levantamento.
Pelo índice anualizado, entre janeiro e março a taxa de retorno medida pelo IGMI-C ficou em 23,7%. Segundo a série histórica, no ano de 2010 a rentabilidade de empreendimentos comerciais foi de 25,5%, e superou 600% na década.
Com periodicidade trimestral, o IGMI-C pretende retratar da forma mais abrangente possível a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos de imóveis comerciais em todo o País. “Por ser um indicador novo estamos longe de ter um modelo de projeções, ainda não temos como apontar tendências. Nosso objetivo por enquanto é criar uma medida que não existia”, afirma Picchetti. Com relação aos imóveis residenciais, o pesquisador revela que os estudos prosseguem e a expectativa é de que seja lançado um indicador específico para o segmento já no próximo ano.
Fonte: Estadão (Fabiana Holtz)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Governo amplia limite de renda para o Minha Casa, Minha Vida 2

O governo aumentou o limite de renda para a compra da casa própria na segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida -principal programa habitacional federal. Agora, os mutuários poderão ter renda de até R$ 5.400 para financiamento de imóveis localizados nas regiões metropolitanas ou municípios com mais de 250 mil habitantes. As novas regras estão no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16).

Antes, se encaixavam no programa apenas quem tivesse renda de até R$ 4.900. Com a mudança, deve aumentar o número de pessoas beneficiadas.

O programa utiliza os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e permite o financiamento de casas ou apartamentos - novos e usados - de até R$ 170 mil, com juros entre 5% e 8,16% ao ano.

Na segunda etapa, o menor juro oferecido pelo programa -de 5% ao ano -será destinado para entidades do setor público, para brasileiros com renda familiar bruta mensal de até R$ 2.790 que queiram financiar qualquer tipo de imóvel (novos ou usados) e para os mutuários que ganhem de R$ 2.790,01 a R$ 3.100 e pretendam comprar exclusivamente imóveis novos.

O programa também prevê descontos às famílias cuja renda não ultrapasse os R$ 3.100. No caso de financiamentos para famílias que tenham rendimentos de até R$ 2.325, os juros serão cobertos integralmente pelo FGTS.

Com exceção desse caso, o juro foi estipulado em 1,16% para financiamentos de até R$ 2.790 e para a compra de imóvel novo para quem ganha entre R$ 2.790,01 e R$ 3.100.

De acordo com o Diário Oficial, o governo vai dar R$ 5,5 bilhões em descontos nos financiamentos imobiliários para pessoas físicas. Desse total, R$ 4 bilhões serão destinados à produção ou compra de, ao menos, 150 mil casas novas, que se enquadram no PNHU (Programa Nacional de Habitação Urbana), modalidade do FGTS que se enquadra no Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: R7

sábado, 14 de maio de 2011

IMOBILIARIA DO PRESENTE

 

Instituto IBEI, Melissa Mendonça, Gerente de MKT da Metaimob – Ferramentas para Gestão Imobiliária

Uma das características do mercado imobiliário é a infidelidade dos clientes. Todo corretor sabe que o cliente levanta da sua cadeira e vai sentar-se na cadeira do seu concorrente. Não que ele não confie em você, mas a seriedade do negócio exige que ele esgote as alternativas em busca da certeza do melhor investimento. Afinal de contas, a escolha de um lugar onde ele pode vir a passar o resto da vida tem que ser bem feita.
Imobiliárias inteligentes, como já disse o consultor imobiliário Carlos Alceu Machado, reconhecem que a qualidade das suas relações sociais representa uma rica carteira de clientes. O chamado 'networking' de agora. Quanto mais negócios bons você fizer, melhores indicações vai receber. Claro que os clientes não vêm só daí. Até porque todo bom corretor tem como principal característica a empatia e sorriso largo no rosto. Mas rostinhos bonitos nem sempre fecham vendas. A pergunta é: a sua imobiliária está preparada para dar conta dessas indicações e ainda atender a fila da sala de espera?
De nada adianta ter um potencial cliente disposto a investir alto na aquisição do seu novo lar, se você não transmite confiança, seriedade e evolução. Confiança e seriedade todo mundo mais ou menos sabe como transmitir. Mas evolução? Vou arriscar fazer negócio com uma imobiliária que desde 1902 carrega a mesma cara? Eu não faria! O mercado evoluiu e ela não acompanhou. O dono não reviu os processos de gestão e a marca carrega um único valor empoeirado: tempo. Sobreviveu. Ótimo, mas não cresceu.
Vamos imaginar um exemplo prático: o seu colega médico do futebol da terça à noite andou acompanhando o boom do setor imobiliário e está pensando em fazer um investimento. Porque você acha que ele vai fazer essa aplicação na sua imobiliária, se você ainda anda com aquela velha agenda de contatos debaixo do braço e esqueceu-se de renovar o estoque de cartões de visita – e por isso nunca tem um na carteira? E se ainda assim ele lhe der crédito e for até você em busca de informações consistentes sobre riscos de investimento, melhores produtos, localização do imóvel, liquidez, você vai deixá-lo sair com uma folha de papel rabiscada? Pior: se ele o visitar on-line, irá encontrar um site minimamente decente, com dados atualizados e valores em reais? (Lembre-se de que a maioria absoluta das pessoas não têm idéia do que seja um CUB nem de quanto ele valha).
Afinal de contas, ele é médico e não corretor de imóveis! Não bastando, assim que ele virar as costas você esquece 70% do que foi dito e, se tiver sorte, vai anotar os 30% que ainda lembra naqueles 'risque-rabisques' cheio de números de telefones (que você também não lembra mais de quem são), que fica debaixo do teclado do seu computador.
Se essa é a sua realidade, você acaba de perder esse cliente para o amigo que joga tênis com ele na quinta à noite, que também é corretor de imóveis, formado há apenas dois anos, que carrega não só o seu cartão de visitas como um netbook básico com acesso ao site da imobiliária, com todos os imóveis atualizados (inclusive os lançamentos), com um relatório mensal sobre os melhores imóveis para investidores segmentados por bairro, número de dormitórios e até grau de chatice da vizinhança! Lá se foram os seus 6% de comissão, meu amigo. E não é porque você seja um mau corretor. Mas ele é mais ágil. Pensa mais rápido porque tem ferramentas prá isso. No fim das contas, você poderia chegar à mesma conclusão sobre o melhor investimento para o amigo médico. Mas ele o fez primeiro e agendou a visita ao imóvel ali mesmo, na quadra. Foi só acessar o sistema da imobiliária e solicitar a reserva das chaves para a manhã seguinte, sem correr o risco de ter que dizer que a chave foi "emprestada".
Quer trocar de lugar com o colega do tênis? Reveja seus conceitos sobre investimentos. Invista em EVOLUÇÃO e continue sério e confiável. Só que mais rápido e mais inteligente. Essas são as imobiliárias do presente. Porque as do futuro farão muito mais!
Acredite: a sua larga experiência de mercado, aliada às novas tecnologias de inteligência e informação, não só vão encher sua empresa de novos e rentáveis negócios, como podem até fazer chover. Mas é você quem vai decidir se quer que chova ou não!

terça-feira, 10 de maio de 2011

NOVA REGRAS MINHA CASA MINHA VIDA

 POR InfoMoney, Camila F. de Mendonça

As novas regras para a segunda etapa do programa habitacional do Governo, Minha Casa, Minha Vida, devem ser votadas nesta terça-feira (10) pelo plenário do Senado. A Medida Provisória 514/10 foi publicada no mês passado pelo Governo e deve passar pelo Congresso Nacional para vigorar. A medida já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e é a primeira que consta na ordem do dia do Senado.

Transformada em projeto de lei de conversão PLV 10/11, a MP estabelece novas diretrizes para que os beneficiários possam participar do programa e amplia investimentos. Uma das principais mudanças diz respeito à renda que as famílias devem ter para participar do programa, que será fixada em valores nominais. Agora, o limite de renda para ter a casa financiada pelo programa é de R$ 4.650.

A ideia, de acordo com o relator da medida provisória na Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), é privilegiar as famílias de baixa renda. Para o economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), Celso Petrucci, essa mudança tem o objetivo de dar mais espaço às famílias de baixa renda. "Com isso, retira-se a possibilidade da classe média de se beneficiar com o programa", afirma.

A mudança foi estabelecida pela Câmara dos Deputados quando da votação da matéria do Executivo. Petrucci explica que, com esse congelamento, o Governo excluiria a faixa de renda que vai dos R$ 4.650 propostos aos R$ 5.450. "Se de fato for essa a proposta, não só é ruim como vai diminuir o número de beneficiários do programa", afirma.

Outra mudança é que agora o programa beneficiará prioritariamente as mulheres chefes de família. E para participarem do programa, elas não precisarão mais da assinatura do cônjuge no contrato de financiamento. Para serem contempladas, a renda da família dessas mulheres não pode ultrapassar os R$ 1.395. Outra prioridade do programa é atender as famílias residentes em áreas de risco.

No Senado, o relator é o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), de acordo com a Agência Senado.

Subsídio
Mutuários com renda de até R$ 2.790 por mês poderão ser subsidiados pela União. O benefício será concedido uma única vez, por imóvel e por beneficiário. O Governo ainda realizará oferta pública para destinar recursos para subsidiar moradores que vivem em municípios com população de até 50 mil habitantes. Ao todo, devem ser beneficiados cerca de 228 municípios.

Para implementar a nova etapa do programa, devem ser destinados cerca de R$ 16,5 bilhões por meio do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial). Antes, o valor era de R$ 14 bilhões. Além disso, a MP permite que a União transfira recursos no valor de R$ 500 milhões para o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).

A nova etapa do programa prevê a construção e reforma de dois milhões de imóveis até 2014. Desse total, ao menos 220 mil serão produzidos por meio de concessão de subsídios.

Casas sustentáveis
Pelas novas regras, o programa poderá destinar recursos para aquisição e instalação de equipamentos de energia solar ou que contribuam para a redução do consumo de água em moradias. No caso de empreendimentos com recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), poderão também ser financiados equipamentos de educação, saúde e outros sociais complementares à habitação.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

CONSTRUTORAS PARTEM PARA VENDA DE RECEBIVEIS

Valor Econômico, Daniela D'Ambrosio e Carolina Mand
Emissão de CRI é alternativa para financiar novas obras

As construtoras já começam a se preparar para uma possível escassez de recursos da poupança - mola propulsora do financiamento imobiliário. Em estágios diferentes, como alternativa para financiar as obras, todas as grandes incorporadoras começam a vender a investidores os contratos de financiamento de imóveis que carregam. São volumes bilionários que até agora ficavam guardados rendendo juros às empresas. Essa venda a investidores para captar recursos se dá por meio dos chamados CRIs (certificados de recebíveis imobiliários), papéis resultantes do "empacotamento" de contratos de crédito imobiliário e que prometem alcançar grandes volumes no país.

Apenas neste ano, PDG, Cyrela, Brookfield, MRV e Rossi já financiaram a construção de mais de R$ 1 bilhão em apartamentos com a venda desses papéis.

Dado que o volume de poupança cresce a uma taxa de 22% ao ano, e o crédito imobiliário, a cerca de 35% (a conta pode chegar a 39% incluindo os próprios recebíveis imobiliários e FGTS), analistas do setor acreditam que os recursos possam acabar entre 2012 e 2014. Nova modalidade no Brasil como alternativa de financiamento, a venda de recebíveis imobiliários vem crescendo. No ano passado, foram emitidos R$ 7,3 bilhões em papéis, maior volume já emitido em um ano. Só que, até aqui, a maior parte dos certificados vinha sendo emitida para financiar projetos comerciais ou industriais, não residenciais. "Estamos fazendo e testando o mercado, tenho certeza que em três ou, no máximo, cinco anos, a solução de financiamento para o mercado imobiliário passa pela securitização", afirma Michel Wurman, diretor financeiro da PDG, maior emissora do setor, com R$ 780 milhões em 2010 e previsão de mais de R$ 1 bilhão neste ano.

"As incorporadoras não precisam fazer papel de banco, financiando o cliente, até porque a atividade delas é muito mais rentável", diz Marcelo Michaluá, sócio-diretor da securitizadora RB Capital. "Quero me preocupar com o meu negócio e não em ter que fazer a gestão de recebíveis", diz Wurman. A PDG usa os papéis para financiar obras de apartamentos acima de R$ 500 mil, que não são elegíveis ao financiamento tradicional, do Sistema Financeiro de Habitação.

Em outras incorporadoras, porém, os CRIs já surgem como alternativa ao próprio financiamento à produção com recursos da poupança e às debêntures. Com um custo médio de 13,3% ao ano, ainda são mais caros do que o financiamento tradicional - que geralmente custa TR mais 9,5% a 10,5% (cerca de 10,6%) - mas o dinheiro é recebido de uma só vez.

Apesar do custo, trazem mais exigências. Para contratar o financiamento tradicional, a construtora precisa de um percentual mínimo de vendas em torno de 20% e a obra precisa ter avançado pelo menos 15% para que o banco conceda o crédito. O dinheiro é depositado à medida que a obra avança. "É uma forma mais flexível do que os financiamento do SFH porque segue as regras do mercado de capitais", afirma João Paulo Pacífico, sócio da Gaia.

Outra vantagem está no fato de os papéis não entrarem no balanço como dívida - o que faz diferença em um setor bastante alavancado. Hoje, a principal fonte de financiamento do setor é o SFH (40%), seguido pelas debêntures (32%) e pelo capital de giro (23%), uma realidade que tende a mudar com os CRIs.

"É um produto novo, substituto para a poupança, que precisa ser testado, apesar do custo mais caro", afirma Leonardo Correa, diretor financeiro e de relações com investidores da MRV. Mesmo com foco na baixa renda e mais de 80% das vendas no Minha Casa, Minha Vida, a empresa fez, neste ano, sua primeira emissão, no valor de R$ 240 milhões. "Preciso estar preparado quando for uma fonte alternativa de financiamento", diz.

Com relação às debêntures, cujo custo gira em torno de 14% ao ano, os CRI são mais baratos. Isso porque uma pessoa física que compra um certificado de recebível é isenta de Imposto de Renda. Com isso, as empresas podem pagar uma remuneração menor aos investidores. Emissões de debêntures, por exemplo, além do imposto, também acabam sendo compradas por investidores institucionais, como fundos de pensão, que pedem taxas mais robustas. No CRI, porém, o dinheiro é "carimbado" para um determinado empreendimento, tem destino certo.

As construtoras estão testando um novo modelo de recebível, lançando mão de uma engenharia financeira. Em um papel tradicional, o aplicador compraria um papel que tem como lastro uma carteira de recebíveis imobiliários originados em centenas ou até milhares de contratos de financiamento habitacional. Nessa nova versão de CRI, compra-se um papel que tem como lastro uma dívida que a incorporadora fez com o banco, como uma debênture ou uma cédula de crédito bancário para financiar a construção de novos prédios. "Estruturalmente, fica muito mais simples", diz Wurman, da PDG, empresa que ajudou a criar o modelo. Alguns desses CRI têm como garantia adicional um pacote de recebíveis imobiliários - se a empresa quebrar, o investidor fica com o fluxo de recebíveis.

Essa nova formatação tem como motivo principal a dificuldade que as incorporadoras estão encontrando em reunir um conjunto de contratos de financiamento que tenham características similares de prazo, risco e fluxo de pagamento. Além disso, o apetite dos investidores ainda não bate com o prazo dos financiamentos imobiliários, de dezenas de anos. Por isso, essas novas emissões de CRIs podem vencer antecipadamente em três anos. É uma opção de repactuamento que há nos papéis.

"As pessoas buscam papéis isentos de Imposto de Renda e que, ao mesmo tempo, tenham vencimento em até três anos. É muito difícil formatar isso com recebíveis imobiliários tradicionais", diz o executivo da área de renda fixa de um banco de investimento. Em 2008, as construtoras tinham R$ 2 bilhões em recebíveis performados (apartamentos entregues). Em 2009, o número chegou a R$ 3,1 bilhões e, em 2010, a R$ 5,53 bilhões. Em dois anos, o salto foi de 176%.
CRÉDITO: VALOR ECONOMICO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FGV LANÇA INDICADOR PARA MERCADO IMOBILIARIO - IGMI-C

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Bovespa, lançou na última sexta-feira o primeiro indicador de rentabilidade do setor imobiliário brasileiro.
O Índice Geral do Mercado Brasileiro - Comercial (IGMI-C) deve se tornar "uma referência de rentabilidade de imóveis comerciais – como escritórios, galpões e shoppings -, contribuindo também para que os investidores tenham maior transparência em relação à formação dos preços de compra, venda e locação", informou a FGV e a Bovespa em nota divulgada à imprensa.

O índice será trimestral, com a primeira divulgação prevista para abril, referente aos três primeiros meses de 2011. O indicador oferece três versões: o retorno da renda, que reflete a receita operacional vinda de aluguéis e condomínios, por exemplo; o retorno de capital, que indica a valorização do imóvel; e o retorno total, que considera em seu cálculo, além da receita do valor avaliado dos empreendimentos, investimentos em reformas e alienações.

CRÉDITO IMOBILIARIO DEVE CRESCER 51% ESTE ANO

Focando, O Estado de São Paulo / SP

O crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança cresceu 65% no ano passado e atingiu a marca recorde de R$ 56,2 bilhões. O dinheiro foi usado para financiar 421,3 mil imóveis, um volume 39,2% maior do que em 2009. "2010 foi o melhor ano da história do crédito imobiliário", afirma o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França.
Apesar de os primeiros sinais de desaceleração no ritmo de crescimento da economia já estarem aparecendo em razão da elevação da taxa básica de juros, o cenário para este ano continua favorável, na avaliação de França. A perspectiva é que o crédito para compra da casa própria com recursos da poupança cresça 51% e alcance R$ 85 bilhões. Os recursos serão usados para adquirir mais de meio milhão de imóveis ao longo de 2011.

França explica que a menor taxa de crescimento dos volumes emprestados prevista para este ano não é uma desaceleração, mas resulta de um represamento no volume de empréstimos, principalmente para as construtoras, de 2008 para 2009 por causa da crise financeira internacional. E no ano passado essa defasagem foi compensada.

O presidente da Abecip ressalta que o grande vetor para manter o mercado imobiliário aquecido neste ano é a perspectiva favorável para o emprego e a renda, que dá sustentação para que a população, especialmente a de menor poder aquisitivo, assuma uma prestação de um imóvel compatível com o seu salário.

Ele observa também que os financiamentos imobiliários com recursos da poupança não são afetados pela elevação da taxa básica de juros. "Entre abril e agosto de 2010, os juros básicos subiram de 8,72% ao ano para 10,66% e as taxas dos crédito imobiliário não aumentaram nesse período", exemplifica.

Bolha. A pesquisa mostra que, dos R$ 56,2 bilhões emprestados no ano passado, a maior parte (R$ 31,8 bilhões) foi destinada para o consumidor e o restante (R$ 24,4 bilhões) para financiar construtoras.

Também o valor médio dos financiamentos aumentou de 2009 para 2010. Para pessoas físicas, essa cifra foi de R$ 123 mil para R$ 145 mil. Mesmo com aumento do tíquete médio dos empréstimos, França não considera que esteja ocorrendo um bolha de preços no setor porque houve crescimento na renda da população. "O preço do imóvel hoje é justo para o momento."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PLANTA LIVRE PARA FAZER DO SEU JEITO

Planta livre para fazer do seu jeito

SEGUNDA, 08 DE NOVEMBRO DE 2010 18:14 Imóveis
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Estadão / SP, Lilian Primi, de O Estado de S. Paulo
A flexibilização do projeto, que era tendência no início da década, vira realidade de mercado cada vez mais abrangente em São Paulo

Na próxima quarta-feira, 10, a empresa MaxHaus entrega as chaves do empreendimento que inaugurou a linha de condomínios com "arquitetura aberta", no Morumbi: cada unidade tem 70 metros quadrados totalmente livres, apenas o banheiro vem pronto. A partir da entrega das chaves, cada proprietário desenha o apartamento do seu jeito, com ou sem o apoio da construtora, utilizando divisórias em gesso acartonado. Há possibilidade de comprar mais de uma unidade e juntá-las.
A linha, lançada em 2008, já tem outros nove condomínios em construção na cidade e foi viabilizada pela adoção de um sistema construtivo alemão. "Chama-se sistema de forma trepante, em que a estrutura tem um pilar interno, onde está a prumada de água e esgoto", explica o diretor de operações, Andreas Aoerbach. As paredes externas sustentam a edificação, o que permite a criação de grandes vãos livres.

Essa possibilidade, de alteração da planta em um mesmo condomínio, era apenas uma tendência no início da década, mas tornou-se realidade de mercado nos últimos anos, em função da demanda, e facilitada pela boa oferta de crédito. "A flexibilização é realidade em praticamente todo o mercado, mas onera o processo em até 20% em determinados casos, pois impede a economia de escala", diz o membro do comitê de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (SindusCon-SP), Fernando Correa.

O sistema utilizado pela MaxHaus não chega a impedir a construção em escala, já que as alterações serão feitas depois da entrega das chaves. "Nosso preço é o de mercado", garante Aoerbach.

Segundo o diretor, um apartamento já desenhado com a configuração de dois quartos e todos os acabamentos propostos pela construtora – de alto padrão e com sistemas de automação – fica em R$ 15 mil o metro quadrado.

Correa diz que existem muitas formas de flexibilizar as plantas. Há, por exemplo, opções como um empreendimento da Cyrela, que oferece unidades com dois, três e quatro dormitórios na mesma torre, outros compostos por mais de uma torre com tipologias diferentes ou ainda alterações simples, como a eliminação de paredes ou transformação de um ambiente.

Valor

"Essa possibilidade, de duas ou três alterações, está em nossos empreendimentos de valores mais baixos, em torno de R$ 250 mil. Oferecemos também possibilidades maiores nos empreendimentos de alto padrão", conta o diretor da Lucio Engenharia, Firmino Lucio.

O DNA Pinheiros, por exemplo, custa entre R$ 500 mil a R$ 700 mil e oferece cinco opções de plantas, que também podem ser modificadas. "Os tamanhos variam de 57 a 84 metros quadrados e podem ter um ou dois dormitórios. É possível também transformar duas unidades em uma", explica. O sistema construtivo é o convencional. A solução foi posicionar as prumadas e pilares nas divisas das unidades.

Em outro empreendimento, o Camp Life, a construtora ofereceu 324 unidades e 72 opções de plantas no lançamento. "Quando terminamos de vender, tínhamos 101 plantas diferentes", conta Lucio.

"Os valores são altos porque se trata de um empreendimento de alto padrão. O aumento de custo em função da flexibilização da planta é de só 5% ", diz. A construtora mantém uma equipe apenas para gerenciar as alterações no canteiro de obras.

Na Incorporadora Stan, a novidade no que diz respeito à flexibilização é a abertura dessa possibilidade também em empreendimentos para a classe média. "Sempre oferecemos essa proposta, porém em condomínios de alto padrão. Agora, isso se tornou viável também para a classe média", diz a diretora de incorporação da empresa, Leila Jacy.

Os próximos três lançamentos da Stan oferecem mais de uma opção de planta, com o preço médio de mercado. No empreendimento da Barra Funda, por exemplo, ficará em R$ 5 mil o m².

sábado, 23 de outubro de 2010

SUPERBACTÉRIA - INFORMAÇÕES BASICAS

Pessoal,
Tirei estas informações do Site Terra, muito Didático.


O que é a KPC?

Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. O KPC ganhou esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em uma bactéria Klebsiella pneumoniae, em 1996, na Carolina do Norte (Estados Unidos). 

Apesar de sua presença ser mais comum na espécie que lhe rendeu a nomenclatura, o KPC pode ser identificado em outras bactérias. Por ter seu campo de atuação restrito a hospitais, os micro-organismos com KPC não oferecem riscos à comunidade, desde que a pessoa não esteja hospitalizada.



Porque ela é chamada de superbactéria?

Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções, e pode se tornar insensível aos três únicos antibióticos que restaram para o seu tratamento. De acordo com a infectologista Ana Cristina Gales, apenas os antibióticos aminoglicosídeo, polimixina e tigeciclina ainda combatem a bactéria. 

“O nome de superbactéria não é porque ela é mais forte, mas porque se ela ficar resistente não tem como tratar a infecção. Ela mata mais porque reduz as opções de tratamento", disse Gales.

Quem pode ser contaminado?

Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A KPC pode afetar qualquer órgão, no entanto, os casos mais frequentes são de pneumonia e infecção urinária, segundo a infectologista Ana Cristina Gales. 

De acordo com o infectologista Rodrigo Pires dos Santos, o KPC não possui sintomas específicos. "A pista para indicar que possa ser KPC é nos casos de infecção em que o paciente está no hospital, usa vários antibióticos e não tem resposta", disse.

Como ocorre a contaminação?

A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. 

Segundo o infectologista Pires dos Santos, o avanço das tecnologias de esterilização do ambiente hospitalar diminuiu consideravelmente os casos de contaminação de equipamentos que entrem em contato com o paciente, como bisturis. Dessa forma, grande parte da proliferação da bactéria ocorre através das mãos dos profissionais de saúde.

Como evitar a contaminação?

A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais. "Lavar as mãos antes de examinar os pacientes, evitar mexer nos pertences do interno e isolar os infectados pode ajudar a conter a proliferação", disse a infectologista Ana Cristina Gales. 

Segundo o infectologista Pires dos Santos, uma forma de impedir o surgimento de novas superbactérias é utilizar racionalmente antibióticos, já que o uso indiscriminado desses medicamentos aumenta a resistência dos micro-organismos. "Estudo recente publicado em uma revista de controle de infecção americana mostrou que 64% dos pacientes com infecções virais analisados eram tratados com antibióticos, mesmo que esses medicamentos sejam ineficazes no combate a vírus", disse.